No Seminário da Água, Imasul explana gestão estadual de recursos hídricos

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O diretor-presidente do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), Ricardo Eboli, representou o governo na abertura do 1º Seminário Estadual da Água, realizado nesta sexta-feira (22) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Ele conclamou a população a mudar atitudes e contribuir para a preservação da água, o bem mais precioso da natureza e que pode não ser suficiente para atender a todos.

“Quantos de nós, nesse plenário, temos hábitos saudáveis em relação ao meio ambiente? Quantos costumamos fechar o chuveiro para nos ensaboar? Portanto, conservar os recursos hídricos é um dever de todos, parte do individual para benefício coletivo. O governo não é onipresente e onipotente, não pode estar em todos os lugares o tempo todo, cuidando e punindo quem faz as coisas erradas. As pessoas precisam ter responsabilidade”, disse Eboli.

Medidas baixadas pelo governo hoje (22), Dia Mundial da Água, como a Resolução 673 que regulamenta a compensação de reserva legal na região do Pantanal (e que deve ajudar na conservação desse bioma) e o Decreto 15.197 que disciplina a prática de manejo do solo na região de Jardim, Bonito e Bodoquena, foram citadas pelo diretor-presidente do Imasul como mecanismos importantes para corrigir distorções e favorecer a conservação dos recursos hídricos.

Palestra

Leonardo Sampaio, do Imasul

O 1º Seminário Estadual da Água tem como tema: “Mato Grosso do Sul: o valor ambiental, econômico, histórico e social das Bacias do Paraná e do Paraguai”. A abertura aconteceu pela manhã, com apresentação cultural e pronunciamentos das autoridades convidadas a compor a mesa, e em seguida tiveram início as palestras temáticas. No início da tarde, o gerente de Recursos Hídricos do Imasul, Leonardo Sampaio Costa, apresentou um panorama da gestão de recursos hídricos do Estado.

Além do Pantanal, a maior área alagável do planeta, Mato Grosso do Sul abriga um riquíssimo sistema hídrico: são 190 mil trechos de rios e córregos nas bacias do Paraguai e Paraná que irrigam todo seu território. E o desafio do órgão ambiental é implantar um sistema de gestão desses recursos de modo a não comprometer a qualidade da água após uso evitar conflitos por demanda. “Para tanto, leva em consideração a disponibilidade hídrica, condiciona ao uso racional, verifica a prioridade de uso estabelecida no Plano, se o corpo de água fornecedor está enquadrado em qual classe e se o projeto oferece as condições adequadas”, disse o gerente.

O palestrante apresentou dados completos da situação dos recursos hídricos – tanto superficiais (rios, córregos, lagoas) quanto subterrâneos (aquíferos) no Estado; toda normatização a respeito, as políticas públicas, programas, projetos e ações em desenvolvimento que atendem o setor, bem como serviços permanentes mantidos pelo Imasul nessa área, citando exemplo o sistema de controle da qualidade da água, que consiste na coleta de amostras em dezenas de pontos de rios espalhados por todo Estado, que serão submetidas a análises nos laboratórios do órgão.

Fonte: http://www.imasul.ms.gov.br

Fotos: Marcos Quinhonez e Wagner Guimarães (capa), da ALMS

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